quinta-feira, 16 de abril de 2009

Temas novos... Sonoridades diferentes...

Depois da Maquete prontinha, continuamos a ensaiar....


Temas novos... Sonoridades diferentes... Mas sempre, sempre na mesma Estrada, a contruir um percurso...


Fiquem com mais uma música intemporal



Tourada
Letra: Ary dos Santos
Música: Fernando Tordo
Interprete: Fernando Tordo

Não importa sol ou sombra

camarotes ou barreiras

toureamos ombro a ombro as feras.

Ninguém nos leva ao engano

toureamos mano a mano

só nos podem causar dano espera.


Entram guizos chocas e capotes

e mantilhas pretas

entram espadas chifres e derrotes

e alguns poetas

entram bravos cravos e dichotes

porque tudo o mais são tretas.


Entram vacas depois dos forcados

que não pegam nada.

Soam brados e olés dos nabos

que não pagam nada

e só ficam os peões de brega

cuja profissão não pega.


Com bandarilhas de esperança

afugentamos a fera

estamos na praça da Primavera.

Nós vamos pegar o mundo

pelos cornos da desgraça

e fazermos da tristeza graça.


Entram velhas doidas e turistas

entram excursões

entram benefícios e cronistas

entram aldrabões

entram marialvas e coristas

entram galifões de crista.


Entram cavaleiros à garupa

do seu heroísmo

entra aquela música maluca

do passodoblismo

entra a aficionada e a caduca

mais o snobismo e cismo...

Entram empresários moralistas

entram frustrações

entram antiquários e fadistas

e contradições

e entra muito dólar muita gente

que dá lucro as milhões.


E diz o inteligente que acabaram as canções.

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